
Já me despi tantas vezes...
Despi os seres, Matizes
Despi afazeres & arranquei raízes.
Vesti disfarces de meretrizes
E quando o ódio me bate
eu transformo o sapo em prismas
reluzindo cristais*
Agora não mais.
Me despi porque as vestes que me obrigaram Não eram minhas. Nem tuas.
Então preferi andar nua.
E o passo ficou mais firme A cara mais dura.
Metamorfisiologicamente O corpo é sincero e a alma mente. Imoralidade empírica do não saber.
Ninguém sabe o que querer Fomos vedados ao nascer.
Não me permitiram voltar pra mim
Por isso quando me penetram gozo de saber
Que dentro estou viva ainda.
E no âmago de minhas entranhas, estranhas, me sinto linda.

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