terça-feira, 23 de setembro de 2008

LÂMINA


LÂMINA

Quando teus olhos me falam
O que a tua boca teme revelar
Silenciosos sons se espalham
Como facas suspensas no ar.

Nossos corpos levitam entre elas
Num eminente perigo de morte
Como a chama de uma só vela
No apelo do aperto mais forte.

E nem mesmo o medo do corte
Silenciosa lâmina de teu ser
Impede que me atire sem que me importeMorrer em teus braços é tornar a nascer

2 comentários:

Luis Sinoti disse...

Muito Bom!!!!
Sucesso com o Blog!!!!

Bjs
Lula

Susan disse...

só falta o tango do astor piazolla ao fundo e deixar a imaginaçao fazer o resto show minha poetisa predileta!!!!!!!!!!!!