
CORTINA
Marionetes de pano
Brincando de ser ou não ser.
Vivo ou morto por engano,
Sem saber como e porque.
Todos os dias a rotina,
Castrada e obediente,
Separada por uma cortina
Dos desejos mais latentes.
Na cidade grande
A grana que rima com fama,
Rima com gana e invade:
Afunda na lama o coração.
Cuidado com a pressa.
O que não te interessa
Pode ser a chave da tua prisão.
Vê se te escuta, meu irmão!
Porque um dia, esta voz se cala
E você morre em vida.
O enterro é de gala
Mas, as noites são frias.
Você enche a cara
E paga pra ver:
Mas quem vence nas cartas,
Não é mais você.

Um comentário:
É isso aí!
A máquina do mundo moendo as gentes
Karl Marx puro!
Esse poema é óleo q nao se mistura com a água salobra da servidão.
Salve Andrea do Rêgobarros!!
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