segunda-feira, 13 de outubro de 2008


O Reverso

Jurei não mais dedicar-lhe um verso
Nem uma rima, uma estrofe sequer
Magoado o coração de menina
Abalada a existência de mulher

Mas um verso é livre como uma flecha
Vai certeiro; mira aonde quer chegar
E não há força no mundo que impeça
Vem, se lança ainda teima em te alcançar


De minha jura, ocorreu foi o inverso
Disparou-me a poesia em desatino
Debruçou-se meu destino em teu reverso

E agora só existo por escritos
Pela tinta de minh’alma derramados
No crepúsculo de um amor adormecido.

Andréa Barros 19/02/08

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